terça-feira, 31 de agosto de 2010
Simples almoço
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Para além do que é mostrado
No final, penso que o "Tudo é Jazz" de 2008 me trouxe tanta GENTE. Uma delas se chama Regina Correa, moradora do Morro do Santana. A história de nós duas ainda está em construção, acredito que sempre ficará assim...
O próximo texto vai ser sobre ela "A menina que sempre foi gente grande"!
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Esse blog vai ser diferente
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
mistura fina de menina e mulher
seios delicados
sorriso aberto para o mundo
dentro do quadrado eu olhei...
na parede, um quadro azul, alguns instrumentos tribais
na janela, pinturas que não sei de quem são
fotos desorganizadas
uma cama de madeira fraca
no chão, papéis de todos os tipos, sapatos, malas
na estante, livros acadêmicos
novamente no chão frio, um colchão...
há quem diga que dormir no chão não é bom
mas eu gosto...
sábado, 24 de julho de 2010
(co)rroendo
parece um rato... ele passa a unha devagar
d
e
va
g
ar
pode ser que esse bicho seja um amor daqueles ferozes, ou não...
a pele apresenta minha nova barriga, digamos que chegou a hora da transição.
mesmo tendo uma rua plana, o tal desequílibrio me assombra.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Com pernas de agulhas, elas foram caminhando devagar.
A estação marrom estava pronta para receber as famílias que, aos poucos, descarregavam suas
bagagens adocicadas. Algumas tinham mais, outras menos. Um desequílibrio sem fim.
O trem damasco se encontrava na plataforma B.
Aos poucos a escada rolante, os banheiros e as filas ficaram entupidos.
Lá de cima se enxergava o tabuleiro de damas do tio Zeca. As formigas, o preto, os doces, o branco.
A montanha alta era o meu lugar.
Tão superficial e vazio.
Tão sem ação.
Depois de olhar aquelas loucas, resolvi descer.
Foi incrível.
Algumas não tinham visão. Mas, as formigas que conseguiam ver auxiliavam as outras.
E assim, decidi ficar para ver os milhares de olhos, mesmo que estes não carregavam o poder da divindade funcional.
Eu vi todo aquele cartesianismo morrer.
Eu vi aquela aura mêcanica ir embora.
terça-feira, 13 de julho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
castanha.
e os dentes, nossa!
toquei nos lábios e só.
Depois desse espaço preto
nada aconteceu
encontrei de novo
encontrei mais uma vez
mas ela é danada
ela sabe que é.
Por que você não passa daquela porta?
momentos conturbados, eu sei.
e como sei
segunda-feira, 10 de maio de 2010
...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Tirei
Tirei, estou fora
Meu olhar é externo
Aquele cheiro de suor, aquela dança sensual
Nudez
Remédios que ficam só a olhar
Foi embora para ser outra coisa
Tirei
Saiu de mim
Não é pra mim
domingo, 24 de janeiro de 2010
Cercadinho
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
búh

Tanto alvoroço
Cara feia
Chuva escorrendo pelas ondulações dos corpos
Um chá de Barata Ribeiro
As bolas do céu parecem não querer parar de cessar
O que se ouve são conversas de botequim
pessoas correndo
E me pergunto, estamos de férias?
SIM
SIM
E aquelas outras?
NÃO, NÃO SEI
O peso da mochila marca a pele quase morena
Até aqui somos seres sem lugar
Perdidos
É só olhar para o lado
Cara feia - goiaba estragada
Agora
Instalados
Abrem-se os dentes
Enquanto isso...
O motoqueiro desse do veículo habitual
E diz: "fui do oiapoque ao chuí"
Ele não está de férias
E não deve ter ar condicionado em casa
Enquanto isso...
EHHHH "trabalhador brasileiro"
E nós, mais uma vez, fechamos os dentes
Ainda estamos de VACATION
E aqueles outros e outras?
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A rua que tem zoom!
Preta e branca, colorida, zoom, zoom, zoom, zoom – Google Earth. Antes, num tempo em que a máquina fotográfica era um trambolho, coberta de panos pretos, o homem se escondia no labirinto de ângulos, BUM! Escutava um estrondo esfumaçado – a foto. Com o passar dos séculos, a câmera só foi diminuindo, o barulho nem se escutava, podia ver no interior da casa a dona Gessy com seu avental vermelho fazendo pão de queijo, ou fotografar o olho azul com rabiscos cinza da Cristina (filha do Gasparino) sentada na calçada. Depois, num toque sutil, com o dedo indicador encostado no mouse, a cidade chamada Serra do Salitre (MG), e com um leve girar, a rua Capitão Luís Manoel. E adianta tanta parafernália inventada com o passar dos anos? Onde está a ultrapassada máquina escandalosa? Por onde anda as máquinas minúsculas? Dentro de uma gaveta cheia de poeira, jogadas no lixo e esmagadas pelo caminhão da Prefeitura, ou entregues aos seus filhos. A rua, que fora de terra, de cascalho, de asfalto, ainda está lá. Tranqüila, tomada de uma simplicidade tamanha, viva, acolhedora de passos sofridos dos moradores. A rua tem cheiro de mãe, de criança, de velhinho, de escola, de açougue, de praça. Um ar que exala comida de vó – arroz quentinho, feijão fresco, ovo frito e de sobremesa – bolo de fubá. De dia passam alguns carros, carroças guiadas por cavalos cansados, a caminhonete do homem que vende pamonha. A noite, se ouve o barulho das árvores, os vizinhos conversando na janela, ás vezes um jantar para comemorar a festa da cidade. A rua Capitão Luís Manoel tem nome de autoridade, mas mandona ela não é. De tanta mansidão parece que nada evoluí, nada tem zoom. Para provar o quanto essa rua está recheada de significados e transformações, a frase de Milton Santos cai bem - “Cada lugar, é à sua maneira, o mundo”.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Vida ausente

Em certos momentos a fluidez do cotidiano que tanto nos incomoda não parece estar mais lá. O barulho dos vendedores de frutas passando pela rua , o homem do caminhão apertando a buzina no ritmo acelerado de uma música, gente correndo atrás do ônibus, o som da luz vermelha do carro da polícia.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Saia já daí.

você se derrete
você se apaixona
você se concentra
você cresce
você vive
você dilata
Algumas vezes, de tanto olhar, você não enxerga.
não tem graça
não tem nada
não tem cheiro.
não tem cor
é monótono
Mas de repente, de tanto olhar, você que agora não vê.
Curva-se diante de tudo o que te rodeia.
Vai perdendo forças.
Acaba dentro do próprio círculo.
E aí...
você espera,
organiza os livros na estante,
arruma os sapatos no guarda-roupa,
separa as roupas preferidas, ou melhor, jogue algumas fora.
Lave a varanda com sabão, e depois escorregue.
Saia na chuva.
Escute uma boa música.
Depois...
de tanto esbugalhar, pule fora do círculo.


